segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novidades - Outubro 2010

1822


de Laurentino Gomes

Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar da sua viabilidade como nação independente e soberana. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O medo de uma rebelião dos cativos tirava o sono à minoria branca. O analfabetismo era geral. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil e, para piorar a situação, ao voltar para Portugal, D. João VI deixara os cofres nacionais vazios. O novo país nascia falido. As perspectivas de fracasso pareciam bem maiores do que as de sucesso. Nesta nova obra, o autor de 1808 sobre a fuga da família real para o Rio de Janeiro -, mostra como o Brasil, que tinha tudo para não resultar, até resultou, numa notável combinação de sorte, improviso, acasos e também de sabedoria das lideranças responsáveis pela condução dos destinos do novo país, naquele momento de grandes sonhos e muitos perigos.



Um erro inocente


O primeiro amor pode matar...
Durante a adolescência, Poppy Carlisle e Serena Gorringe foram as únicas testemunhas de um trágico acontecimento. Entre aceso debate público, as duas glamorosas adolescentes viram-se a braços com os tribunais e foram apelidadas pela imprensa de "As Meninas do Gelado". Anos mais tarde, tendo seguido percursos de vida muito diferentes, Poppy está decidida a trazer ao de cima a verdade sobre o que realmente sucedeu, enquanto Serena, esposa e mãe de dois filhos, não pretende que ninguém do presente desvende o seu passado. Mas é impossível enterrar alguns segredos - e se o seu for revelado, a vida de ambas voltará a transformar-se num inferno...Emocionante e enternecedora, esta história fará com que nos perguntemos se alguma vez poderemos conhecer verdadeiramente aqueles que amamos.




O Esplendor da Vida

Giulia de Blasco é uma escritora de sucesso que venceu uma difícil batalha contra o cancro e conquistou o amor do cirurgião Ermes Corsini. Apesar disso, Giulia não consegue encontrar a serenidade que tanto deseja. O seu filho Giorgio, de dezasseis anos, atravessa uma adolescência conturbada e acaba por influenciar negativamente a relação de Giulia e Ermes e fazer Giulia questionar as suas capacidades como mãe. É no meio destas dúvidas e incertezas que surge Franco Vassalli, um enigmático e fascinante empresário, habituado a conseguir tudo o que quer... Para Giulia começa assim mais um período dramático e intenso da sua vida. Depois de Desesperadamente Giulia, Sveva Casati Modignani dá continuação à história de Giulia de Blasco, uma das personagens-chave mais emblemáticas de toda a sua obra.







A Ilha debaixo do Mar


Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.





A Breve Segunda Vida de Bree Tanner
Uma novela de eclipse


Ao contrário dos outros romances da série, narrados segundo a perspectiva de Bella, a "eterna" namorada do jovem vampiro Edward Cullen, A Breve Segunda Vida de Bree Tanner dá-nos uma outra visão da história, agora através da vampira recém-nascida Bree Tanner, que em Eclipse morre dez páginas após aparecer. A autora confessa que o novo livro foi uma surpresa mesmo para ela. "Acabou por ser uma surpresa para toda a gente, porque eu nem sequer pretendia publicar esta história como um livro isolado. Comecei a escrevê-lo há já muito tempo, ainda antes do lançamento do filme do Crepúsculo. Nessa altura, Eclipse estava em fase de revisão e eu encontrava-me atolada, bem no cerne do meu mundo vampírico. Andava às voltas com o tema dos vampiros recém-nascidos, contemplando o seu ponto de vista, e uma coisa levou à outra. Comecei a escrever na perspectiva de Bree, da sua visão sobre aqueles últimos dias e de como se sentiria ela na sua recente condição."






Quando Lisboa Tremeu

Lisboa, 1755: o Dia de Todos os Santos vai mudar a vida de cinco pessoas para sempre.
Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis. De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casas caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.





 
Diário de um Vampiro Banana
Porque os mortos-vivos também se apaixonam


Nigel Mullet é apenas um vampiro normal. Transformado aos 15 anos, o Nigel vai permanecer com esta idade para sempre, obrigado a lidar com os eternos problemas da adolescência: acne, voz de valsete e falta de jeito para as raparigas. Neste seu hilariante diário, o Nigel escreve pequenas crónicas sobre as suas desesperadas tentativas de chamar à atenção do amor da sua vida, Chloe; do constante embaraço causado pelos seus pais vampiros (que tentam morder os seus amigos) e de como é injusto estar morto há mais de 80 anos e nunca ter tido uma namorada. Debatendo-se com o seu constante e confuso desejo de afundar os caninos no pescoço de Chloe, será que o Nigel vai conseguir conquistar a sua miúda? Para leitores adolescentes mais velhos que os leitores d’O Diário de um Banana, O Diário de um Tótó e O Diário de uma Tansa, este livro é uma paródia que combina o misterioso mundo vampírico com as típicas crises da adolescência de qualquer comum mortal.





Memórias do Futuro
Narrativa de uma família


Com 78 anos de idade, o narrador e personagem principal deste novo livro de Daniel Sampaio é um dia confrontado com uma situação comum a muitos homens da sua idade - o casamento de um neto. Convidado para a festa, feliz por não ter sido esquecido, parte para uma longa viagem mental nas profundidades da sua memória. Começa por esse neto, Afonso, que o fez sentir velho pela primeira vez, aos 60 anos; aqui recupera a memória de Luísa, a colega na escola onde ambos ensinavam e partilhavam projectos e sonhos profissionais; recua até aos 40 anos, à figura de Mariana, sua mulher e companheira de sempre, mas que por esta altura da vida o confronta com a fragilidade das relações humanas, a começar pelo amor; e enfim, chega aos 20 anos, à adolescência e à juventude, onde tudo começa, para o bem e para o mal.




Era uma Vez a República


Já passaram 100 anos depois dessa data tão importante  para a nossa  História recente que é o 5  de Outubro  de 1910 em que terminou  a Monarquia e se deu a implantação da República. São muitas as perguntas  que colocamos quando se fala do  5 de Outubro de 1910. Será que saberemos  o que é uma República? Qual é a diferença entre a República e a Monarquia?  Quem   concebeu O Mapa Cor-de-Rosa? Como é que nasceu o Hino Nacional? Como é que  se escolheu a Nova bandeira portuguesa? Quem é que era eleito para o Parlamento? O que é a Maçonaria? E a Carbonária? Porque é que assassinaram o Rei D. Carlos?  Quem foi Afonso Costa? Porque é que chamavam o Presidente-rei  a Sidónio Pais?



 
A crise da República e a Ditadura Militar

Importante estudo sobre o fim da Primeira República e a Ditadura Militar que abriu a porta ao Estado Novo. Extratexto de 32 páginas a cores, com iconografia de relevo da época.









Cinco de Outubro

Junho de 1910: D. Manuel II enfrentava nova crise governamental, após a queda do ministério Veiga Beirão. Entretanto, revolucionários e carbonários organizavam reuniões desencontradas, para o derrube da monarquia. Cinco de Outubro acompanha os percursos dos principais protagonistas da época - D. Manuel II, Teixeira de Sousa, Afonso Costa, Machado Santos -, que se cruzam com personagens ficcionados, numa narrativa de intensidade crescente que culmina nos dias da revolução republicana: 3, 4 e 5 de Outubro.











A revolução portuguesa 1907-1910


«Escrito pouco depois do Cinco de Outubro e publicado em 1911, o famoso relatório de Machado Santos intitulado A Revolução Portuguesa constitui, sem dúvida, uma das fontes fundamentais para a história da Revolução Republicana, especialmente para a narrativa dos factos ocorridos entre a noite de 3 de Outubro e a manhã do próprio dia 5.» Prefácio de António Reis.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Coordenadora da Rede Nacional de Bibliotecas esteve na nossa Escola

No dia 1 de Junho, a nossa escola recebeu a visita da Dra. Teresa Calçada, Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, que aproveitou para “espreitar” o novo visual da biblioteca, já com o mobiliário adquirido com a comparticipação da RBE e o aumento do espaço a que a escola se comprometeu aquando da visita que anteriormente realizou à nossa escola. Segue-se uma entrevista feita à Dr.ª Teresa Calçada pelos alunos do Clube de Jornalismo.

Como é que surgiu a coordenar as bibliotecas escolares do País?
- Olha, claro que tive de ser convidada por um governante, que na altura era o Ministro da Educação, o Professor Marçal Grilo, mas de algum modo fui convidada porque já trabalhava há alguns anos em bibliotecas, há bastantes anos! Eu era uma defensora de que as bibliotecas municipais (daqui a algum tempo também vão ter uma) e as bibliotecas escolares fossem amigas, que pensassem em conjunto, que se organizassem para que em todos os concelhos houvesse uma rede de conhecimento. Como eu tinha essa ideia, fui convidada, aceitei e, imagina, uma coisa extraordinária em Portugal, estou há 14 anos a fazer a mesma coisa, não sei se bem se mal, mas o melhor que eu sei e posso.

Presumimos que aprecia essas funções. O que mais a motiva?
- Sim, eu gosto de fazer o que faço. Tenho essa vantagem, de ser paga para trabalhar e ainda por cima gostar de trabalhar no que trabalho, portanto, isso é sempre um privilégio, porque se trabalha muito melhor quando se gosta do que se faz. Mas, vou dizer-te por que é que eu faço isto, não só há 14 anos em bibliotecas escolares, como 10 anos antes tinha estado a fazer municipais, como há muitos anos, quando fui professora de Filosofia, me ocupava da biblioteca do Liceu onde fui professora. É porque eu acho que ler é melhor do que não ler, e todas as pessoas, quando sabem ler, não importa se são revistas, se são livros, se são multimédia, digital ou analógico, ser capaz de ler, compreender, interpretar, escolher aquilo que a gente lê, dá mais conhecimento e o conhecimento é aquilo que nos torna livres, porque eu não acho que sejam abençoados os que são ignorantes, eu acho que são pobres os que são ignorantes, e portanto, eu acredito que nós somos menos ignorantes, mais senhores do nosso destino.

É licenciada em Filosofia. Porquê Filosofia? Já foi professora desta disciplina?
- Sou. Olha, eu gosto e sempre gostei da Filosofia, mas, realmente, a influência, quando era para aí da vossa idade, um bocadinho mais velha talvez, foi de uma professora. Eu até estava a estudar para Português – Francês e depois, no meu 7º ano, que corresponde hoje ao vosso 11º ano, tive uma extraordinária professora de Filosofia. Na altura, a Filosofia era uma disciplina obrigatória e eu gostei tanto do que ela ensinava e tanto do que eu acreditei que era a Filosofia, que no fundo era saber para que é que serve a vida, o que é viver, o que é que é o bem, o que é que é o mal, o que é que está certo, o que é que está errado, que mudei para o Curso de Filosofia. E aqui estou! Ainda hoje continuo a ler imensas coisas de Filosofia e até te digo mais: se hoje deixasse de estar a trabalhar, assim, como estou ainda, o que eu gostava de fazer mesmo era ensinar Filosofia aos meninos da escola primária. Ainda hei-de fazer isso!

Sente saudades do tempo em que era professora?
- Às vezes sinto. Já deixei de ser professora há muitos anos. Olha, eu fui professora entre os 20 e os 28 anos, já lá vão, portanto, 30 anos, mas às vezes tenho saudades de discutir com os meus alunos quando há questões muito importantes, por exemplo, como é agora esta crise ou a crise da Europa ou quando há grandes problemas que atravessam o mundo, ou por exemplo pensar se vocês são diferentes, se a vossa cabeça é diferente pelo facto de serem digitais, de já pensarem com cliques, com botões, com computadores, com ebooks, com aparelhos destes (gravador), o que é que vos distingue, o que é que isso representa na maneira como se pensa a vida, por exemplo. Isso eram temas que eu gostava de discutir com os meus alunos. Ou como é que hoje se vive a vida emocional, a vida sexual, essas coisas eu gostava muito de discutir com os meus alunos, coisa que fazia sempre na base de livros. Sempre que nós discutíamos um tema, havia sempre um livro, que mais ou menos líamos em conjunto. Já lá vão 30 anos e eu tenho saudade da controvérsia. Tenho, às vezes tenho.

Julgamos que aprecia a leitura. É um dos seus passatempos preferidos?
- Eu aprecio, e mais do que apreciar, eu necessito. É uma espécie de forma de ser. Eu não imagino qualquer pessoa sem ler. É um passatempo, mas já nem o distingo de mim, quer dizer, é um passatempo e uma maneira de viver, percebes? Eu, em qualquer circunstância, leio, é assim como respirar, como a gente vestir-se e despir-se, é uma maneira de estar na vida! Ler é uma condição de ser, para mim.

Que livro mais a marcou? Porquê?
- Essa é que é uma pergunta difícil, muito difícil, porque os livros marcam-nos de acordo com o momento da vida que nós vivemos, porque, e vocês se calhar já experimentaram isso, e então com o crescimento vão experimentando, há uma altura em que nós lemos um livro e esse livro se torna muito importante para nós porque estamos a viver um momento da nossa vida em que aquele livro ou nos dá uma resposta ou nos ajuda a encontrar soluções. Portanto, nós próprios vamos mudando e os livros não são sempre os mesmos. Mas, se eu tivesse que escolher de todos, todos, para te dizer agora aqui, neste momento, eu se calhar escolhia um livro chamado “A Montanha Mágica”, que, se calhar, nem há na vossa biblioteca, e que por acaso também eu usava como um exercício com os meus alunos quando eu fui professora de Filosofia. Eu queria sempre, ao fim de cada ano, conseguir que pelo menos um aluno meu, porventura o melhor dos meus alunos, ao fim do ano lesse também “A Montanha Mágica”. E eu tive sempre o privilégio de conseguir que pelo menos um deles o fizesse e isso já era uma imensa vitória, porque é um livro muito, muito grande, mas foi talvez um dos livros que me marcou. Depois, acho que me ensinou muito e ainda me ensina hoje, aliás, já li duas vezes na vida, uma vez há mais anos e agora há não muito pouco tempo, porque foi traduzido em português, um livro também igualmente grande, (eu gosto de livros de ficção grandes) em três volumes, que é “O Homem sem Qualidades”. São livros muito importantes na minha vida. De vez em quando, quando preciso de pensar alguma coisa, volto lá.

Que escritores mais a seduzem, em Portugal e no mundo?
- Olha, eu acabei de falar do “Homem sem Qualidades” de um grande escritor chamado Musil. Eu li muita literatura, aquilo que era considerado no meu tempo “os clássicos”, muita literatura francesa, traduzida e também alguns no original. Sou uma leitora que gosta de ler livros de todo o mundo. Gosto muito da literatura alemã, gosto de uma maneira mais seca, menos romântica de escrever, mas li livros de todo o lado. Não sou uma grande leitora de literatura latino-americana, não me perguntes porquê, não sou uma leitora de livros com muita acção, sou uma leitora de livros de pensamento que me aproximam mais da Filosofia do que propriamente de estórias. Neste momento, tenho um autor de eleição que se chama Philip Roth.


– Na sua opinião, qual deve ser o papel da biblioteca na escola?

- Da vossa, como de todas, deve ser fazer das crianças leitores. O papel da biblioteca, o papel principal de uma biblioteca é ensinar a ler. Claro que vocês já chegam aqui a saber ler, mas a saber ler o elementar, um código, alguns livros… Ser muito competente a ler, saber ler interpretando muito bem, que é para depois vocês poderem escolher o que é que gostam de ler, quando gostam de ler, que tipo de livros, que tipo de textos, hipertextos, documentos que vocês buscam em todos os motores de busca, vocês são a geração Google. Eu, quando digo ler, não é necessariamente ler em papel, é ser competente na leitura, é ser capaz de praticar leitura com muita competência, porque depois é isso que vos ajuda a ser melhores estudantes. Vocês entendem melhor a História, melhor a Filosofia, melhor o Português, melhor a Matemática se forem leitores rápidos, fluentes, que lêem depressa, que lêem em diagonal, que sabem distinguir o que é “palha” do que é realmente importante e isso só se consegue quando se é muito competente como leitor. E quando eu digo leitor, não estou nada a dizer que se tem que ler só livros de papel, é ter um instrumento, uma capacidade, uma habilidade, uma competência que se chama ler bem, ler muito bem, ler rápido, ler depressa, ler melhor para ler mais e ler mais para ler melhor. É isso que eu acho que a biblioteca vos deve ajudar a ser, leitores. Depois uns gostam mais da Visão, outros gostam mais da Blitz, outros gostam de futebol, outros gostam de jogar no computador, outros gostam de ler livros de banda desenhada, outros gostam de grandes romances, outros gostam de ciência. Tudo é ler. É esta competência que vos ajuda a ser melhores alunos e em particular a biblioteca escolar serve para ajudar os alunos a serem alunos com melhores aprendizagens, não quer dizer que sejam todos topo de gama, mas é cada um de acordo com a sua inteligência e com a sua capacidade de trabalho, ser um aluno que atinge os objectivos que em cada ano é suposto que os alunos atinjam. É para isto que serve a biblioteca, para ajudar nas vossas aprendizagens e na vossa capacidade de viver com mais liberdade.


– Acha que é importante as bibliotecas estarem bem organizadas?

- Achas que, se eu não achasse, estava aqui há 14 anos? Mas acho que é importante estarem organizadas porque isto é como em qualquer coisa na nossa casa. Coisa desorganizada é coisa perdida. Já viste se tu fores pôr as peúgas no armário dos remédios do quarto de banho ou na despensa da mercearia? Era uma trabalheira para encontrar! Poupa energia, as rotinas fazem-nos ganhar tempo. Hás-de reparar que as pessoas que não têm tempo para nada normalmente são pessoas muito desorganizadas. Não têm rotinas, não têm tempo para nada! Dá o mesmo trabalho fazer bem ou mal, agora não sou escrava disso! Reconheço que, se calhar, é engraçado encontrar umas peúgas num sítio inimaginável, mas por princípio acho que organizar, ter um catálogo, saber procurar, saber que existem lugares certos onde estão certas secções da biblioteca é uma vantagem. A organização é fantástica.

Do nosso distrito, qual é a biblioteca escolar que considera mais funcional ou melhor organizada?
- Ah, isso não digo, porque tenho vergonha! Mas devo dizer-te que tenho muita alegria e uma grande satisfação de, num conjunto de duas mil e tal bibliotecas que integram o programa da Rede de Bibliotecas Escolares, dizer que há muitas boas, nas quais se inclui a vossa.

Que imagem tem sobre a biblioteca da nossa escola?
- Acabei de te responder. Óptima! Agora, para ter ainda melhor imagem tinha que fazer aqui um grande inquérito aos leitores. A professora-bibliotecária diz que estão a fazer a avaliação do próprio trabalho da biblioteca, mas em princípio, pela organização, pelo aspecto, pelo facto de a biblioteca ser assim muito franca para a rua, para mostrar que existe aqui, a própria ideia de ter aqui um conjunto de meninas, por acaso só raparigas, não sei se o sexo masculino perdeu a capacidade leitora, só isso mostra que a biblioteca trabalha bem, pensa uma coisa que se adequa à sua funcionalidade. Parabéns!

O que poderíamos melhorar na nossa biblioteca?
- Para isso eu tinha de estar mais tempo cá para ver, posso ser precipitada a dizer, mas vou dizer-te uma ou duas coisas, que já disse à professora responsável pela vossa biblioteca. Por exemplo, acho que os computadores devem estar em mais sítios da biblioteca, não só aquela ilha, como devia haver um ou outro computador lá ao fundo, para que todas as formas de ler estejam mais misturadas. Eu pessoalmente gosto mais desse ambiente. Acho bem que haja uma concentração, porque normalmente é uma zona mais barulhenta e devem estar um pouco afastados, mas devia haver mais um computador aqui, outro ali, seja portátil ou de secretária. Gosto sempre que haja bastantes revistas. Eu acho que as revistas são uma boa ponte para os que são mais resistentes a ler, que muitas vezes chegam aqui para chamar os que gostam de ler (são os clientes que acham que são muito modernos por não ler, que agora são normalmente os rapazes! Acham que são muito modernos por não ler! Não são nada, mas está bem!) e então há aqui umas revistas de desporto, umas revistas que às vezes chamam mais e que algumas pessoas gostam de ler. Gosto sempre que nas bibliotecas existam. Entre ontem e hoje visitei para aí umas 10 bibliotecas, já não sei bem! Em termos comparativos, a vossa até é das melhores que eu vi. Já acabou? Obrigada pela entrevista!
– Nós é que estamos agradecidas. Muitas felicidades!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Concurso Nacional de Leitura - Mangualde 2010

Reportagem da 2ª Fase - Provas Distritais: Bibliotecas Públicas - Fevereiro e Março de 2010
Distrito de Viseu: Biblioteca Municipal de Mangualde

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FILMES - Novidades


 Foram adquiridos pela biblioteca da nossa Escola os seguintes filmes:
Avatar
James Cameron

Um herói relutante. Uma viagem épica. A escolha entre a vida que ele deixou para trás e o incrível novo mundo que se tornou a sua casa. Regresse ao incrível mundo de AVATAR de James Cameron - a mais fantástica aventura de todos os tempos.



  



Lua Nova
Chris Weitz  
   
No segundo capítulo da saga Twilight de Stephenie Meyer o romance entre a mortal Bella Swan (Kristen Stewart) e o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson) intensifica-se, enquanto segredos de outras eras ameaçam destruí-los. Quando Edward parte num esforço de tentar manter Bella a salvo, ela põe o destino à prova da forma mais imprudente possível só para poder sentir a presença do seu amor, mais uma vez. Mas quando é salva pelo seu amigo Jacob Black (Taylor Lautner), Bella descobre mistérios do mundo sobrenatural que a vão por em perigo… como ela nunca imaginou.  


 
           

Uma Aventura na Casa Assombrada
Carlos Coelho da Silva                  
O “Espírito do Mundo”, um diamante vermelho com poderes sobrenaturais, roubado cinco séculos antes das mãos do último imperador azteca, é o centro desta aventura numa casa amaldiçoada nos confins da serra de Sintra. A herdeira da casa, Filipa, suscita a ajuda dos nossos heróis em busca da pedra preciosa, mas há inúmeros obstáculos a ultrapassar. Enfrentando fantasmas de guerreiros índios, estátuas que ganham vida, morcegos, alçapões, passagens secretas e um temível assassino alemão em busca de vingança, os nossos heróis terão de reunir todas as suas forças e perspicácia para chegar ao mítico diamante antes que seja tarde demais.                
       



 
Wall-E  
ANDREW STANTON                    
O aclamado realizador de À Procura de Nemo e a equipa criativa que esteve por detrás das histórias de Carros e Ratatui transportam-nos para uma galáxia não muito distante, nesta nova comédia de aventuras cósmicas sobre um certo robô chamado Wall-E.
Escrito e dirigido por Andrew Stanton, Wall-E tem início setecentos anos no futuro, a Terra acumulou imensa quantidade de lixo e tornou-se um lugar inabitável, o que fez com que os humanos se mudassem para uma grande nave no espaço enquanto robôs recolhem o lixo no planeta. Wall-E, talvez o último da sua espécie, é um personagem fantástico, inocente e completamente atrapalhado, adorável. A sua capacidade de ser desajeitado resulta em cenas hilariantes, enquanto a pureza da percepção de vida cria momentos espectaculares.
Wall-E é, acima de tudo, uma bela história de amor. Uma história de amor belíssima, construída com sensibilidade e realismos, apesar da natureza das personagens.                            
   

 
 

Páginas de Liberdade
Richard LaGravenese                   
A duplamente galardoada com um "Óscar da Academia" Hilary Swank brilha nesta apaixonante história sobre jovens vindos de bairros degradados, criados no meio de tiroteios e de um ambiente violento, e uma professora que lhes dá o que eles mais precisam: uma voz própria. Largada na "zona de tiro" de uma escola dilacerada pela violência e pela tensão racial, a professora Erin Gruwell trava uma batalha para fazer com que a sala de aulas passe a ter importância nas vidas destes estudantes. Agora, contando as suas próprias histórias e ouvindo as histórias dos outros, um grupo de jovens, supostamente "incorrigíveis", irá descobrir o poder da tolerância, reclamar as suas vidas despedaçadas e mudar os seus mundos.    

               
   

2012  
Roland Emmerich
             
De Roland Emmerich, Realizador de O DIA DEPOIS DE AMANHÃ e O DIA DA INDEPENDÊNCIA, chega-nos um novo filme de acção e aventura, que explode com extraordinários efeitos especiais nunca antes vistos. Quando o mundo enfrenta uma catástrofe de proporções apocalípticas, cidades desmoronam e continentes afundam-se. 2012 dá-nos a visão do fim do mundo e conta a heróica luta dos seus sobreviventes. Com John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Amanda Peet, Woody Harrelson e Danny Glover.