segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novidades - Outubro 2010

1822


de Laurentino Gomes

Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar da sua viabilidade como nação independente e soberana. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O medo de uma rebelião dos cativos tirava o sono à minoria branca. O analfabetismo era geral. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil e, para piorar a situação, ao voltar para Portugal, D. João VI deixara os cofres nacionais vazios. O novo país nascia falido. As perspectivas de fracasso pareciam bem maiores do que as de sucesso. Nesta nova obra, o autor de 1808 sobre a fuga da família real para o Rio de Janeiro -, mostra como o Brasil, que tinha tudo para não resultar, até resultou, numa notável combinação de sorte, improviso, acasos e também de sabedoria das lideranças responsáveis pela condução dos destinos do novo país, naquele momento de grandes sonhos e muitos perigos.



Um erro inocente


O primeiro amor pode matar...
Durante a adolescência, Poppy Carlisle e Serena Gorringe foram as únicas testemunhas de um trágico acontecimento. Entre aceso debate público, as duas glamorosas adolescentes viram-se a braços com os tribunais e foram apelidadas pela imprensa de "As Meninas do Gelado". Anos mais tarde, tendo seguido percursos de vida muito diferentes, Poppy está decidida a trazer ao de cima a verdade sobre o que realmente sucedeu, enquanto Serena, esposa e mãe de dois filhos, não pretende que ninguém do presente desvende o seu passado. Mas é impossível enterrar alguns segredos - e se o seu for revelado, a vida de ambas voltará a transformar-se num inferno...Emocionante e enternecedora, esta história fará com que nos perguntemos se alguma vez poderemos conhecer verdadeiramente aqueles que amamos.




O Esplendor da Vida

Giulia de Blasco é uma escritora de sucesso que venceu uma difícil batalha contra o cancro e conquistou o amor do cirurgião Ermes Corsini. Apesar disso, Giulia não consegue encontrar a serenidade que tanto deseja. O seu filho Giorgio, de dezasseis anos, atravessa uma adolescência conturbada e acaba por influenciar negativamente a relação de Giulia e Ermes e fazer Giulia questionar as suas capacidades como mãe. É no meio destas dúvidas e incertezas que surge Franco Vassalli, um enigmático e fascinante empresário, habituado a conseguir tudo o que quer... Para Giulia começa assim mais um período dramático e intenso da sua vida. Depois de Desesperadamente Giulia, Sveva Casati Modignani dá continuação à história de Giulia de Blasco, uma das personagens-chave mais emblemáticas de toda a sua obra.







A Ilha debaixo do Mar


Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.





A Breve Segunda Vida de Bree Tanner
Uma novela de eclipse


Ao contrário dos outros romances da série, narrados segundo a perspectiva de Bella, a "eterna" namorada do jovem vampiro Edward Cullen, A Breve Segunda Vida de Bree Tanner dá-nos uma outra visão da história, agora através da vampira recém-nascida Bree Tanner, que em Eclipse morre dez páginas após aparecer. A autora confessa que o novo livro foi uma surpresa mesmo para ela. "Acabou por ser uma surpresa para toda a gente, porque eu nem sequer pretendia publicar esta história como um livro isolado. Comecei a escrevê-lo há já muito tempo, ainda antes do lançamento do filme do Crepúsculo. Nessa altura, Eclipse estava em fase de revisão e eu encontrava-me atolada, bem no cerne do meu mundo vampírico. Andava às voltas com o tema dos vampiros recém-nascidos, contemplando o seu ponto de vista, e uma coisa levou à outra. Comecei a escrever na perspectiva de Bree, da sua visão sobre aqueles últimos dias e de como se sentiria ela na sua recente condição."






Quando Lisboa Tremeu

Lisboa, 1755: o Dia de Todos os Santos vai mudar a vida de cinco pessoas para sempre.
Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis. De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casas caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.





 
Diário de um Vampiro Banana
Porque os mortos-vivos também se apaixonam


Nigel Mullet é apenas um vampiro normal. Transformado aos 15 anos, o Nigel vai permanecer com esta idade para sempre, obrigado a lidar com os eternos problemas da adolescência: acne, voz de valsete e falta de jeito para as raparigas. Neste seu hilariante diário, o Nigel escreve pequenas crónicas sobre as suas desesperadas tentativas de chamar à atenção do amor da sua vida, Chloe; do constante embaraço causado pelos seus pais vampiros (que tentam morder os seus amigos) e de como é injusto estar morto há mais de 80 anos e nunca ter tido uma namorada. Debatendo-se com o seu constante e confuso desejo de afundar os caninos no pescoço de Chloe, será que o Nigel vai conseguir conquistar a sua miúda? Para leitores adolescentes mais velhos que os leitores d’O Diário de um Banana, O Diário de um Tótó e O Diário de uma Tansa, este livro é uma paródia que combina o misterioso mundo vampírico com as típicas crises da adolescência de qualquer comum mortal.





Memórias do Futuro
Narrativa de uma família


Com 78 anos de idade, o narrador e personagem principal deste novo livro de Daniel Sampaio é um dia confrontado com uma situação comum a muitos homens da sua idade - o casamento de um neto. Convidado para a festa, feliz por não ter sido esquecido, parte para uma longa viagem mental nas profundidades da sua memória. Começa por esse neto, Afonso, que o fez sentir velho pela primeira vez, aos 60 anos; aqui recupera a memória de Luísa, a colega na escola onde ambos ensinavam e partilhavam projectos e sonhos profissionais; recua até aos 40 anos, à figura de Mariana, sua mulher e companheira de sempre, mas que por esta altura da vida o confronta com a fragilidade das relações humanas, a começar pelo amor; e enfim, chega aos 20 anos, à adolescência e à juventude, onde tudo começa, para o bem e para o mal.




Era uma Vez a República


Já passaram 100 anos depois dessa data tão importante  para a nossa  História recente que é o 5  de Outubro  de 1910 em que terminou  a Monarquia e se deu a implantação da República. São muitas as perguntas  que colocamos quando se fala do  5 de Outubro de 1910. Será que saberemos  o que é uma República? Qual é a diferença entre a República e a Monarquia?  Quem   concebeu O Mapa Cor-de-Rosa? Como é que nasceu o Hino Nacional? Como é que  se escolheu a Nova bandeira portuguesa? Quem é que era eleito para o Parlamento? O que é a Maçonaria? E a Carbonária? Porque é que assassinaram o Rei D. Carlos?  Quem foi Afonso Costa? Porque é que chamavam o Presidente-rei  a Sidónio Pais?



 
A crise da República e a Ditadura Militar

Importante estudo sobre o fim da Primeira República e a Ditadura Militar que abriu a porta ao Estado Novo. Extratexto de 32 páginas a cores, com iconografia de relevo da época.









Cinco de Outubro

Junho de 1910: D. Manuel II enfrentava nova crise governamental, após a queda do ministério Veiga Beirão. Entretanto, revolucionários e carbonários organizavam reuniões desencontradas, para o derrube da monarquia. Cinco de Outubro acompanha os percursos dos principais protagonistas da época - D. Manuel II, Teixeira de Sousa, Afonso Costa, Machado Santos -, que se cruzam com personagens ficcionados, numa narrativa de intensidade crescente que culmina nos dias da revolução republicana: 3, 4 e 5 de Outubro.











A revolução portuguesa 1907-1910


«Escrito pouco depois do Cinco de Outubro e publicado em 1911, o famoso relatório de Machado Santos intitulado A Revolução Portuguesa constitui, sem dúvida, uma das fontes fundamentais para a história da Revolução Republicana, especialmente para a narrativa dos factos ocorridos entre a noite de 3 de Outubro e a manhã do próprio dia 5.» Prefácio de António Reis.


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